quarta-feira, 28 de julho de 2021

DOCTOR WHO S01E03 -THE UNQUIET DEAD

 


 





1 - Conte o episódio em um tweet


Dii:

Doctor e Rose viajam para o passado, onde fantasmas de outro mundo estão tentando se infiltrar no planeta e usar cadáveres humanos. Acontece que eles são muitos para poucos cadáveres, a solução é matar a espécie humana inteira. O mundo é salvo por uma médium que não é bem médium.

Lola:

Os mortos se levantam, vão ao teatro e tudo. Essas andanças causam problemas no necrotério e na peça do aclamado Charles Dickens, e ele Rose e Doutor terão de descobrir o que acontece e resolver a situação enquanto Dickens duvida de tudo.



2 - Momento favorito


Dii:

No final, quando a Rose pergunta ao Doctor como mesmo morta ela falou com eles, ajudou eles e os salvou e o Doctor fica sem saber a resposta. E o escritor fala “Há mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia. Mesmo para você, Doctor”. Achei genial! Dando a entender que nem mesmo o Doctor compreende tudo que existe.
 



Lola:

A conversa na carruagem do sr. Dickens enquanto ocorria a perseguição ao rabecão (MDS eu ri demais com essa palavra hahahaha) foi inesquecível! Dickens acusando o Doutor de farsante, depois os dois discutindo enquanto o Doutor pede que o cocheiro persiga o rabecão, a descoberta que o homem ali é Charles Dickens, o Doutor dizendo que é fã dele, ele ficando todo pomposo com isso e depois não gostando da crítica hahahah eu amei tudo ali.

3 - Personagem Favorito


Dii:

A médium! Esqueci o nome dela, mas todo mundo sabe de quem estou falando. Um poder incrível que ela tinha e ela lidava muito bem com tudo. Se fosse eu, estaria maluquinha. Além disso, ela foi muito corajosa ao aceitar abrir o portal e também fechar o portal segurando as criaturas.



Lola:

Dickens! É claro que seria o Dickens! hahahah
Abrir a mente e admitir que precisa aprender mais, principalmente quando se é alguém famoso e nessa idade, demanda muita humildade e força de vontade. Eu aprecio muito Dickens nesse episódio. E ainda salvou o Doutor! Adoro isso.



4 - E se fosse comigo... Encontrando um ídolo que já faleceu


Dii:

É estranho que eu não consiga pensar em um ídolo que já faleceu? Então eu vou com o primeiro nome que me veio à mente. O Heath Ledger. Eu provavelmente entraria numa crise existencial sobre falar ou não da morte dele, mas eu certamente contaria do Oscar.


Lola:

Eu precisaria de certa força de vontade para me concentrar no mistério e não no meu ídolo bem ali na minha frente hahahaha E como eles simplesmente foram embora depois? Eu ficaria e conversaria, eu tiraria uma foto, eu abraçaria, eu ficaria eufórica!!! Com certeza pediria um autógrafo hahahaha.



5 - Não posso deixar de comentar

Dii:

A forma como a médium olhou para a Rose e começou a falar de onde ela era e o que estava enxergando sobre o lugar de onde ela vinha. Assim como sabia que o Doctor gostava de duas colheres de açúcar. Ela tinha habilidades especiais e misteriosas que ainda não estou totalmente certa de que era 100% por causa da fenda, principalmente com a fala do escritor no final, de que nem o Doctor sabe de tudo.



Lola:

O conflito de gerações na conversa entre as moças foi muito engraçado! hahahaha

E pobre Gwyneth, fim honrado, porém trágico. Gostaria que ela tivesse a oportunidade de crescer, de ver mais do mundo.


E não consigo deixar de comentar que não gosto dessa atitude do Doutor com a Rose, Eu sei que ele sabe mais, muito mais, e que geralmente as pessoas mais inteligentes ficam mais arrogantes “porque podem” mas ele poderia não ser tão rude com a Rose e ficar jogando na cara o quanto “ela é ignorante” e depois pedindo desculpa, mas fazendo de novo. Isso me deixa indignada!



6 - Cite uma fala


Dii:

“Ela salvou o mundo. Uma criada que ninguém vai conhecer.”


Lola: 


“Eu gosto de um sorriso bonito. Belo sorriso, belo traseiro”

7 - Lição do episódio


Dii:



NUNCA ABRA PORTAL PARA FANTASMA NENHUM DE NENHUM MUNDO NÃO IMPORTA O QUE ELES DIGAM!

(Conhecimento básico de fãs de filmes de terror! Assista mais filmes, Doctor! Assista mais filmes U.U)



Lola:

Sempre deixe os termos de um acordo bem claros, principalmente se for com seres milhões de anos mais evoluídos que você! Porque eles faziam as perguntas se nunca esperavam a resposta dos Gelth para confirmar? Que agonia!




Dii e Lola

Agora queremos saber: qual sua opinião sobre a reciclagem de mortos?

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Texto e Contexto - O Grande Ditador (1940)




Provavelmente o maior nome do cinema mudo, Charlie Chaplin tem uma série de filmes memoráveis, você provavelmente já viu pelo menos pedaços de Tempos Modernos (1936) nas aulas de história. Mas hoje estamos aqui para falar do primeiro filme falado realizado por esse gênio cinematográfico. Isso mesmo, senhoras e senhores, O Grande Ditador de 1940.

Abaixo nós colocamos alguns personagens do filme e as figuras históricas com as quais eles pretendem fazer analogia.



Personagem 

Figura histórica

Adenoid Hynkel

Adolf Hitler

Garbitsch

Joseph Goebbels

Herring

Hermann Göring

Napoleoni

Benito Mussolini

OBS: A esposa de Napoleoni é uma representação da real esposa de Mussolini, Rachele Guidi.


Esse filme é um marco do cinema não apenas por ter sido o primeiro filme falado feito por Chaplin, mas por ter sido uma sátira ao nazismo lançada em plena 2ª Guerra Mundial. A sátira como crítica social é um instrumento difícil e delicado de se manusear. Escancarar o absurdo, o ridículo, através do humor é uma arte por si só, capaz de atingir o âmago do orgulho e do ego do alvo da crítica de forma eficaz. Não se trata, portanto, de achar engraçado as monstruosidades de um tirano, ou banalizá-las, mas simplesmente do fato de que retratar uma figura assim de forma patética pode ser um golpe muito mais duro do que retratá-lo de forma assustadora. Afinal de contas, ser amedrontador é o que eles querem.

Era justamente essa a ideia de Chaplin, levar a figura de Hitler ao ridículo, usar o humor como arma para abalar a confiança de um dos maiores ditadores da história. Muitos afirmam que Hitler teria assistido o filme, talvez mais de uma vez, mas pouco se sabe de concreto sobre a reação do ditador. O fato é que o cineasta era considerado um inimigo do Terceiro Reich, e chamado pelos anti-semitas de “judeu” como forma de ofensa. O artista não era judeu, mas nunca rebateu a maneira como era chamado, porque ser judeu não era uma ofensa e era isso que ele queria mostrar; rebater a afirmação simplesmente daria força à ideia de que era algo ruim ser judeu. Inteligente ele, não é? Muito!

E é preciso mesmo de muita inteligência para fazer sátiras. Há dois grandes perigos quando se faz uma sátira. O primeiro deles é ultrapassar aquela linha tênue e de fato banalizar um assunto sério, fazendo com que o tópico seja mais desrespeitoso para as vítimas do que para os algozes. Um exemplo disso seria o filme Deu a Louca nos Nazis (2012), que tenta criar uma comédia através de uma referência totalmente vazia a um regime que causou tamanho impacto negativo na história, usando um humor tosco que mal pode ser chamado de humor.

O outro grande perigo é que a crítica seja sofisticada demais para ser percebida por quem está sendo criticado. Sabe quando você tenta criticar alguém usando ironia, mas a pessoa agradece porque não entende que você estava sendo irônico? É mais ou menos por aí. Nesse caso, corre o risco de reforçar os atos daqueles que estão sendo criticados simplesmente porque eles não têm noção do ridículo. Parece inofensivo? Temos duas grandes figuras recentes que reagiram assim e usaram isso a seu favor… cof cof… Trump… cof cof… Bolsonaro… cof cof. E não foram poucas às vezes que as críticas não foram entendidas nem por quem seria favorável às mesmas. É, gente, fazer sátira é um negócio complicado.

Chaplin já tem todo o mérito por ter feito uma sátira precisa ao nazismo, coisa rara na história. Mas esse mérito é ainda maior se a gente considerar o contexto no qual o filme foi feito. Vocês têm noção que a 2ª Guerra Mundial começou em 1939 e foi até 1945, e o filme foi lançado em 1940? Foi no início do conflito internacional! Foi no ponto alto do Terceiro Heich, e em uma época em que as atrocidades do regime nazista ainda não eram conhecidas em sua plenitude.

Em dado momento do filme, o barbeiro judeu é levado para um campo de concentração junto com um ex-oficial nazista condenado por traição. E lá eles trabalham, trocam de roupa, dormem. Não é que Chaplin tenha negligenciado o fato de judeus e arianos receberem tratamento diferente na sentença ou então tenha tentado suavizar a imagem dos campos de concentração. É simplesmente porque naquela época não se sabia de nada disso, o cineasta não fazia ideia do tamanho dos horrores que aconteciam em solo alemão. E mesmo assim, assistindo hoje o filme, é incrível como a obra segue sendo uma sátira excepcional.

Apesar de ser um filme falado, os diálogos não são o foco. O longa segue na pegada dos filmes mudos, valorizando a expressividade corporal dos atores, enchendo a tela de movimentos amplos e dinâmicos. A fala em si também é frequentemente utilizada desse jeito durante o filme, com alguns diálogos ininteligíveis, que fazem referência a idiomas reais pelos gestos e sons, mas cujas palavras não têm significado em si, e que a intenção é toda desvendada por meio do tom e gestos dos atores. É um recurso pouco frequente de ver no cinema, mas exercício muito comum em aulas de teatro.

Surpreendente é o fato de um filme falado que faz tão pouco uso de palavras culmine justamente em um discurso atemporal. Por anos, Chaplin disse muito, sem falar nada. Mas quando falou, usou sua voz da forma mais sublime. Falou com convicção, com entusiamo. Falou como se não precisasse de ar, como se não precisasse piscar, como se simplesmente precisasse se fazer ouvir. Falou bravamente, alto e bom som, o que muitos não tinham coragem de dizer. E suas palavras ecoariam para sempre na história.


“Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse meu ofício. Não quero governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar se possível, os judeus, os gentios, os negros, os brancos… Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Desejamos viver pela felicidade do próximo, não pelo seu infortúnio. Por que devemos odiar os outros? Nesse mundo há espaço para todos. A Terra é rica, pode prover a todas as nossas necessidades. O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio, e nos tem feito marchar para a desgraça. Criamos a época da velocidade, mas nos enclausuramos. A máquina que produz abundância, nos tem deixado em penúria. Nossos conhecimentos nos deixaram céticos; nossa inteligência, empedernidos. Pensamos demais e sentimos bem pouco. Mais que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será violenta, e tudo será perdido. A aviação e o rádio nos aproximaram muito mais. A natureza dessas coisas é um apelo à bondade do homem, um apelo à fraternidade universal, à união de todos. Nesse mesmo instante, minha voz chega a milhares de pessoas, milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas, vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir, eu digo: não se desesperem! A desgraça que tem caído sobre nós é o produto da cobiça em agonia, da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. O ódio dos homens desaparecerá, os ditadores morrerão. E o poder tirado do povo retornará ao povo. E enquanto morrerem homens, a liberdade nunca perecerá. Solados, não se entreguem a esses brutais que os desprezam, que os escravizam, que ditam suas vidas, seus atos, suas ideias, seus sentimentos! Que os tratam como gado humano, e os utilizam como bucha de canhão. Não se entreguem a esses desnaturados. Esses homens com mente e coração de máquina! Vocês não são máquinas nem gado, são homens! Têm o amor da humanidade em seus corações! Não odeiam! Só os que não se fazem amar odeiam. Ou que não são amados ou são anormais. Soldados, não batalhem pela escravidão! Lutem pela liberdade! Em São Lucas está escrito ‘O Reino de Deus está dentro dos homens’. Não de um só homem ou de um grupo de homens, mas de todos os homens, vocês, o povo, têm o poder! O poder de criar máquinas, de criar felicidade! Têm o poder de tornar esta vida livre e boa, de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto, em nome da democracia, usemos este poder, unamo-nos todos nós! Lutemos por um novo mundo, um mundo bom que a todos assegure o trabalho, que dê futuro à juventude e segurança à velhice. É pela promessa dessas coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas só as mistificam! Não cumprem o que prometem. Os ditadores libertam-se, mas escravizam o povo. Lutemos todos para cumprir essas promessas. Lutemos para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, em que a ciência e o progresso conduzam à felicidade de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!”
 
O discurso de Chaplin é extremamente atual, o que assusta, mas também nos dá esperança. Ele não estava errado antes, e não está errado agora. Os ditadores irão cair, o ódio é a anormalidade no ser humano. Unamo-nos, façamos nossa voz ser ouvida, como Chaplin fez a dele. A solução para os problemas que enfrentamos está dentro de todos nós.

quinta-feira, 15 de julho de 2021

DOCTOR WHO S01E02 - THE END OF THE WORLD

 




1 - Conte o episódio em um tweet


Dii:

Doctor e Rose viajam no tempo para o dia do fim do mundo. A última humana existente tenta matar todo mundo por dinheiro. O Doctor salva o dia com a ajuda de uma árvore. Doctor e Rose decidem comer batata-frita.

Lola:

Se pudesse viajar no tempo e espaço, oq vc escolheria? Passado ou futuro? Ver a Terra ou outros planetas? Rose escolhe o futuro e o Doutor a leva a uma nave repleta de alienígenas, cujo entretenimento da hora é ver o fim da existência da Terra. Será uma experiência boa ou ruim?



2 - Momento favorito


Dii:

Esse episódio tem MUITOS momentos que eu gosto e é difícil escolher um favorito, mas aqui vamos nós! A cena em que a última humana sobrevivente conta como ela é a última humana “pura” e como os outros se chamam por vários nomes, mas ela prefere chamá-los de “mestiços”. O que ela fala e a forma com que ela fala, se achando superior aos “mestiços”, por ser “pura”, é um paralelo muito bacana com discursos preconceituosos que infelizmente presenciamos frequentemente. Eu AMO quando uma obra de ficção científica traça um paralelo assim para fazer uma crítica social. Então acho que esse foi meu momento favorito.


Lola:

Com certeza a conversa de Rose e Cassandra! Rose jogando na cara dela que ela simplesmente não é mais nada além de pele e batom e que não pode ser considerada humana. Ela se julga melhor que os outros porque não se misturou a outras espécies, se julga a única humana digna, pura… mas nem humana é mais. Eu adorei!

3 - Personagem Favorito


Dii:

Meu voto vai para a Rose. A Rose se mostrou nesse episódio uma excelente representante da nossa espécie. Ela tem a complexidade humana e todo o carisma, a gente se identifica com ela e torce por ela. Ao mesmo tempo em que ela vai lá e diz as verdades na cara da “última humana”, falando como ela se modificou a tal ponto de não poder mais sequer ser chamada de humana, ela pede para o Doctor ajudar a peste no final, porque se sensibiliza. Ela se emociona ao falar com a mãe pelo celular horas depois de tê-la visto pessoalmente; e se emociona ao ver o fim de um planeta no qual ela própria já não existiria há milhares de anos. Rose é humana. E falo isso considerando o termo humano no sentido mais fascinante e belo de todos.


Lola:
Devo dar certo crédito a Jabe pela bravura e pela morte honrada que teve, mas meu voto de hoje vai para Rose! A realidade bate forte na hora que ela vê todos os alienígenas ali, e mesmo assim ela segura bem a forte onda de emoções e o turbilhão de pensamentos e se mostra bem independente ao se separar do Doutor nesse momento para poder pensar. Sério, se nem em uma festa em que eu só conheço uma pessoa eu quero me separar dela, imagina me separar da única pessoa que eu conheço (mais ou menos) 5 bilhões de anos distante do meu tempo e em meio a diversos alienígenas? Uau! E gosto que ela se questiona o que ela fez, ela percebe que, deixando de lado a parte extraordinária da coisa, no fundo ela apenas entrou no veículo de um estranho e saiu com ele por aí hahahaha
E mesmo com todos os questionamentos ela segue sendo uma ótima amiga e apoiando o Doutor.


4 - E se fosse comigo... Qual sua resposta para a pergunta “para onde quer ir? Futuro ou passado?”


Dii:

Futuro! Uns 300 anos para frente. Quero ir para um futuro longe o bastante para eu ficar espantada com as mudanças, mas não distante a ponto de eu não reconhecer mais minha espécie ou meu planeta.


Lola:

Difícil escolher! Eu adoraria ver momentos incríveis da história e teria muita curiosidade sobre o futuro. Mas pensando bem, já que teria diversas oportunidades, considerando que passaria um bom tempo com o Doutor, creio que escolheria também o futuro como primeira viagem.



5 - Não posso deixar de comentar

Dii:

Na hora das hélices… não dava para o Doctor passar se arrastando por baixo? Por acho que dava, hein!

De que espécie são os funcionários da última humana existente? Fiquei curiosa para saber isso.

Se o Doctor viaja no tempo, ele não pode voltar e impedir a guerra que matou seu povo? Ou pelo menos salvar mais membros de sua espécie?


Lola:

Ver como apesar de o tempo passar, nada muda: as pessoas continuam arrogantes com quem trabalha para elas ou mesmo apenas trabalham no lugar em que elas estão e o fato de como tudo sempre se resume a dinheiro, e ele vale mais do que a vida das pessoas. Isso é triste. E se aqui, hoje, com seres humanos (a mesma espécie!) existe essa baboseira de linhagem pura e blábláblá, se colocarmos alienígenas no meio, tudo pode ficar pior. É triste ver essas coisas.

E aqueles raios de sol não teriam matado a Rose de qualquer jeito mesmo não tendo encostado nela? hahahaha

E o Doutor não podia ter feito aquilo de sentir o movimento das hélices antes? Coitada da Jabe!


6 - Cite uma fala


Dii:

“Vocês vivem pensando sobre a morte. Se serão mortos por ovos, carnes, aquecimento global ou asteroides. Nunca imaginam o impossível… que talvez sobrevivam”


Lola: 

“É sério, eu prefiro morrer. É melhor morrer do que virar uma cama elástica arrogante. [...] Você não é humana. Foi tão cortada, esticada e puxada que não sobrou nada. Jogou fora sua humanidade. É só pele, Cassandra. Só batom e pele.”


7 - Lição do episódio


Dii:


Nunca se deve proibir o teletransporte! A proibição fez com que as pessoas cumpridoras da lei ficassem torrando lá, enquanto a criminosa fugia. Diga sim ao teletransporte! (Além do que, como a Rose e o Doctor voltariam pra casa sem a Tardis? E como a Tardis não se enquadraria em teletransporte?).



Lola:

Essa coisa de superioridade por pureza é balela e é rídiculo.

Ah e...passe filtro solar!




Dii e Lola

Agora queremos saber: o Doutor não poderia ter sentido os movimentos das hélices como fez na última, antes de a Jabe morrer? Ou passado por baixo, talvez? Acho que dava pra passar por baixo hein!

domingo, 11 de julho de 2021

1001 versões de… OLDBOY (feat. spoilers)





A trama cheia de mistérios de Oldboy é mundialmente conhecida pelo filme sul-coreano de 2003, mas o longa foi inspirado em um mangá japonês de mesmo nome da década de 90, e também ganhou um remake estadounidense em 2013. E hoje nós vamos falar das três versões!



Conheça as versões:


Oldboy (1996-1998)

O mangá conta com um roteiro de Garon Tsuchiya e arte de Nobuaki Minegishi, e é composto por um total de 8 volumes. Para quem tiver interesse em ler, a editora SAMPA publicou os 8 volumes traduzidos para o português e não é tão difícil encontrar para comprar pela internet.


Oldboy (2003)

O longa sul-coreano, adaptação do mangá, é assinado pelo roteirista e diretor Park ChanWook. Considerado um clássico do cinema sul-coreano, o filme é o segundo da conhecida “trilogia vingança” do diretor, que também conta com os longas “Simpatia pelo senhor vingança” de 2002 e “Lady vingança” de 2005. Os três filmes não têm histórias conectadas, de forma que não há necessidade de assistir em determinada ordem ou mesmo de ver os três. A única coisa que os conecta é o tema mesmo, vingança. Para quem tiver interesse vale a pena dar uma olhada nas plataformas de streaming, a netflix colocou e tirou o longa do catálogo algumas vezes já.


Oldboy - Dias de Vingança (2013)

O longa estadounidense, assinado pelo diretor Spike Lee, é um remake do filme do ChanWook. Então, não há como comparar qual dos dois filmes adaptou melhor o mangá, já que o filme estadounidense traz muito mais referências do longa sul-coreano do que do mangá japonês. Da mesma forma do original asiático, vale a pena dar uma conferida nas plataformas de streaming e ver se atualmente está, ou não, no catálogo. Na data dessa postagem, o filme está disponível na plataforma Telecine.


Principais semelhanças entre as versões:


1 - Alta classificação indicativa

As três versões possuem cenas de consumo de álcool, sexo e violência, o que justifica a elevada classificação indicativa. É comum que remakes ocidentais de filmes asiáticos suavizem as obras, mas nesse caso, Spike Lee preferiu manter a pegada pesada do filme sul-coreano.


2 - O plot base é o mesmo

Um homem que é mantido em cárcere privado por anos até que é solto, e então parte em busca de quem o manteve preso e o porquê.  As três versões têm essa mesma base.


3 - Romance com uma garota mais nova

Assim que sai do cárcere, o protagonista se depara com uma jovem com quem inicia um relacionamento amoroso. E nas três versões, esse romance que parece fruto do acaso, na verdade foi planejado pelo antagonista.


4 - Suicídio do antagonista

Embora o final para o protagonista seja diferente nas três versões, o final do antagonista é o mesmo. Ele aponta uma arma para a própria cabeça e se mata. Nas três versões, o que motiva o antagonista é a vingança, e quando isso acaba, ele não tem mais motivo para viver e acaba se suicidando.


Principais diferenças:


1 - Tempo em cárcere

Enquanto no mangá, o protagonista fica 10 anos encarcerado, no filme sul-coreano ele fica 15 anos, e no estadounidense são 20 anos.


2 - Mortes e cenas sanguinárias

Como dito anteriormente, as três versões têm classificação indicativa alta, mas há variantes nisso. No mangá, a maioria das cenas para maiores são, na verdade, cenas de sexo, e não de violência. O protagonista se envolve sexualmente com mais de uma personagem e ainda há personagens secundários envolvidos em cenas de insinuação de sexo. Os flertes e falas com conotação sexual são tão recorrentes no mangá de Oldboy, quanto as cenas de violência são recorrentes nos filmes de mesmo nome. E quanto a todas aquelas cenas sanguinárias e mortes? Pois é, elas só existem nos filmes. Acredite ou não, no mangá ninguém morre além do antagonista no final da história. E também não tem nenhuma cena de tortura ou algo do tipo. O mangá tem muito sexo e os filmes têm muita morte.


OBS: um fato curioso é que o protagonista se mete em briga com jovens assim que sai do cárcere nas três versões, mas no mangá, a primeira cena que a gente vê sangue não é essa, mas sim a cena de primeira transa do protagonista e seu par romântico, já que no mangá ela é virgem (o que fica explícito pelos diálogos e pelo sangue kkkk)
 

3 - Motivação do antagonista

Agora vem a parte mais irônica de todas… apesar da obra com maior conotação sexual ser o mangá, ela é a única em que a motivação do antagonista para se vingar não tem a ver com sexo. Isso mesmo, povo. A motivação original do mangá não tem nada a ver com a dos filmes, embora ambas as motivações tenham se originado na época de colégio.

No mangá, o antagonista era um jovem calado, estranho e solitário. Durante uma apresentação de canto dele de uma música triste que expressava essa sua essência, enquanto os outros estudantes riam, o protagonista se emocionou e chorou. E você pensa que o antagonista ficou com raiva de quem? Então, ele ficou com raiva do único aluno que não riu dele, o único que se emocionou. E você deve estar se perguntando “POR QUÊ???”. O que o antagonista justifica é que ele sentiu que, nesse momento, o protagonista conseguiu ver a solidão em que o antagonista vivia, e isso fez com que o antagonista se sentisse mal e humilhado por ser visto daquele jeito.

Pois é, o que era uma motivação “suave na nave” no mangá se tornou uma motivação chocante no filme sul-coreano, e ainda mais bizarra no remake estadounidense. No filme sul-coreano, na época de escola, o protagonista flagrou o antagonista transando com a própria irmã. Ele acabou contando isso para um amigo, que espalhou o boato. A coisa cresceu e começaram a levantar a hipótese da menina estar grávida. Desesperada com os boatos, a adolescente sofreu uma gravidez psicológica e se suicidou.

O remake manteve a presença do incesto, mas fez tudo ficar mais bizarro. Isso porque, no longa estadounidense, o protagonista flagra a irmã do antagonista transando com o pai… que também transava com o próprio antagonista. Bizarro, não é? Pois é. O cara transava com os dois filhos que tinha. Enfim, no remake, o protagonista espalha que viu ela transando com um cara mais velho, mas ele não sabia que era o pai dela. Ela ganha fama de vadia na escola toda, a família decide se mudar. O pai deles dá a louca e atira na família inteira e comete suicídio. Só o alecrim dourado do antagonista sobrevive, e parte atrás de vingança.


OBS: Outra diferença marcante é que no mangá, o antagonista não planejou a vingança desde o ocorrido, ou seja, a apresentação de canto. Na verdade, ele viveu a vida dele normalmente por um bom tempo, ganhando todo dinheiro que podia ganhar, mas ficando sempre entediado com isso. Então, essa vingança, na verdade, é um jogo que ele cria mais para ter algo de interessante na vida dele do que para ser uma GRANDE VINGANÇA. Muito diferente dos filmes, em que os antagonistas se sentem profundamente prejudicados pelo protagonista e dedicam sua vida a fazer ele sentir o mesmo.


4 - Comportamento do protagonista

Numa escala crescente de “filhadaputice” teríamos o protagonista do mangá, o protagonista coreano e como vencedor absoluto e completo babaca, o protagonista estadounidense. O protagonista do mangá é um cara gente boa, ele sequer consegue pensar em pessoas para as quais possa ter feito algo ruim. Mesmo no tempo de escola, ele era o raro caso em obras de ficção de aluno popular empático, ele não fazia bullying e não se sentia confortável vendo os outros sofrer bullying. O cara realmente deu azar de cruzar com o psicopata do antagonista. E mesmo quando é solto, depois de ficar 10 f*cking anos preso, sem fazer ideia do que de errado fez na vida pra merecer aquilo… o cara é controlado demais. Ele chega a se preocupar que quem fez isso com ele quisesse mudar a personalidade dele e torná-lo uma coisa que ele não era, alguém irracional, violento. O menos vingativo dos três, ele tenta entender o que aconteceu e é, na verdade, empurrado a seguir o “joguinho de vingança” pelo antagonista o tempo todo, dando a impressão que muitas vezes ele queria, na verdade, era só evitar a fadiga. Enfim, o cara jamais seria um personagem do Park ChanWook.

E por falar nele… o protagonista sul-coreano também não era lá um monstro na escola. Ele era um aluno meio desses que não se espera muito, mas não chegava a ser um delinquente. E quando ele contou sobre o que viu para o amigo, ainda disse “se falar isso pra alguém, eu te mato”. Ou seja, ele não tentou expor o antagonista ou algo assim, ele fez uma fofoquinha com o melhor amigo… o que acabou fazendo a vida dele se tornar um inferno. Então, antes de fofocar se pergunte “isso pode tornar minha vida um inferno?” HAHAHAHHAHA. Depois de solto… ele é o mais pirado de todos. Ele fica lelé da cuca, o que me parece bem realista considerando o contexto. E também se torna violento e é o mais vingativo dos três. Ele até chega a ir atrás pra ver onde a filha está, mas o foco dele é vingança, vingança e vingança. Mesmo quando parece que o jogo está terminado e ele não teria mais motivo para ir atrás do antagonista, ele vai sim atrás, porque ele quer se vingar dele… o que acaba sendo terrível… como em todos os filmes da trilogia vingança do Chanwook… a vingança não compensa.

Já o protagonista do remake segue meio que o modelo estadounidense de trajetória da redenção. Ele é um babaca completo, passa 20 anos preso, e saí de lá um ser humano melhor! Violento e vingativo, mas melhor. Na adolescência, ele era o típico bully, perturbou muito a irmã do antagonista. E mesmo na vida adulta o cara é um completo babaca. Mas os 20 anos preso faz com que ele deseje se tornar uma pessoa melhor, provar sua inocência e ganhar o perdão da sua filha. E ele é levado até o fim desse joguinho do antagonista não porque quer desesperadamente se vingar, mas porque acredita que a vida de sua filha está em risco.


5 - O romance


Nas três versões, o antagonista planeja que o protagonista se envolva com uma garota mais jovem. Nos dois filmes, lembrando a motivação da vingança e a história do incesto e tal, essa garota é a própria filha do protagonista. Sim, porque ele quer que o protagonista sinta na pele, o que ele sentiu, estar envolvido em um caso incestuoso. Já no mangá, a garota não é parente dele nem nada, eles nunca nem se viram na vida antes. O protagonista nunca foi casado ou teve filhos. Então, por que o antagonista planejaria que eles se apaixonassem?  Porque o antagonista queria que ele sentisse a mesma solidão que ele sentiu, e amar alguém e a possibilidade de perder aquela pessoa faria com que ele sentisse isso.

No mangá e no filme sul-coreano, a técnica de hipnose é a chave do romance. No longa estadounidense, embora haja uma cena que dá aquela vibe de hipnose (a cena do guarda-chuva amarelo girando sobre o protagonista no início do filme), o foco está na criação da garota. O antagonista faz com que ela tenha uma criação que a leve a se atrair por pessoas como o protagonista. Talvez por isso, no mangá e no filme sul-coreano o envolvimento romântico se dê mais rápido, do que no longa estadounidense.


6 - O final


O momento mais aguardado por todos… o grande final! Como eu já disse, após a verdade revelada, o antagonista se suicida nas três versões, mas o final do protagonista é totalmente diferente em cada uma delas.

O protagonista do mangá se casa e forma família com a jovem pela qual se apaixonou. Parece um final feliz perfeito, não é? É, mas não é bem assim. Isso porque, no mangá, a jovem sofreu um hipnose dupla. Uma para que ela se apaixonasse pelo protagonista, e a outra…. ninguém sabe. E está aí o tormento. Sabendo que o antagonista queria que ele se sentisse solitário, o protagonista tem medo que a hipnose oculta seja para que sua amada se suicide. E ele não pode reverter e não sabe qual é o sinal que servirá de gatilho para que se complete a ação. Pensar que um som qualquer pode matar a mulher que ele ama é um tormento e tanto. Então, embora seja o final mais feliz dos três, ainda não é o melhor cenário, não é?

No longa sul-coreano, o protagonista corta a própria língua ao implorar ao antagonista que poupe sua filha. Ele então escreve uma carta pedindo para a hipnóloga o hipnotizar novamente para que ele consiga viver sem ter todo aquele horror na cabeça dele. Ela alerta que não é garantido que a hipnose funcione, mas aceita. Termina com ele e a filha abraçados, e a gente não sabe se funcionou ou não.

No remake, o protagonista também implora para que a filha seja poupada, mas não arranca a língua nem nada. Ele escreve uma carta para ela dizendo para que ela siga a vida e se apaixone por um homem bom, e entrega parte dos diamantes que ganhou do antagonista a ela. Com o restante ele paga para ficar pelo resto da vida em cárcere privado no mesmo lugar onde ficou preso por 20 anos.



Os acertos e os erros:


As três versões têm finais diferentes e interessantes! O que não é muito comum.


As referências do remake americano ao longa sul-coreano são muito bacanas, como o guarda-chuva amarelo com os traços marcando os anos, como o close no polvo no aquário, ou a garota asiática com asas de anjo.


O filme asiático mantém a narrativa presente no mangá, o que, ao meu ver, ficou melhor no filme do que no mangá. Isso porque no mangá, a narração do protagonista parece uma narração impessoal qualquer, enquanto no filme de Chanwook a narrativa é mais carregada de emoção.


O filme sul-coreano também elevou o nível da história do mangá, tanto em termos intelectuais, quanto sentimentais. Muito do que acontece no mangá parece meio mirabolante e aleatório, e os personagens são um tanto superficiais. Embora o remake se esforce, não chega nem perto da qualidade do filme coreano e tem, na minha opinião, o pior vilão de todos. Ele é caricato e as cenas em que está envolvido não ajudam (como aquela cena tenebrosa em que cada cômodo que o pai entra, um membro da família já vai se despindo). E lembrando que o vilão do mangá tem umas técnicas tipo cirurgia plástica pra mudar a aparência, telefone que muda a voz, fantasia de velhinha… e mesmo assim, eu acho o do remake mais caricato!


Os filmes têm um começo meio arrastado, mas o mangá é praticamente todo assim. A gente sente que nunca chega em lugar nenhum, e quando chega não é bem aquele clímax que esperávamos por toda a demora. Acaba sendo chato de ler. E tem muitos, muitos diálogos que não levam a lugar nenhum. Além disso, o interesse amoroso do protagonista tem aquele jeito meio infantil saltitante de personagem de anime que não combina muito com a história e não traz tanto carisma, quanto as personagens dos filmes.


Versão favorita:

Não tem jeito. A mais perturbadora, poética e memorável das três… o filme sul-coreano de 2003! A direção do Park Chan-Wook é impecável e até a trilha sonora do filme fica ecoando na cabeça depois que a gente assiste. Simplesmente genial! E você? Concorda? Discorda?